O Medo de dar Certo

 

:: Rubia A. Dantés ::

Quantas e quantas vezes vemos o que mais queremos nunca dar certo…

Já notaram como muitas pessoas que desejam ter um relacionamento feliz… uma carreira de sucesso, construir uma família… e muitos outros sonhos, não conseguem realizar justamente aquilo que mais querem?
E, algumas vezes, é nos desejos onde elas encontram mais problemas…

Elas tentam de todas as maneiras e, aparentemente, estão muito abertas para aquilo, mas só atraem situações de dor nos relacionamentos e de insucessos na carreira, dependendo de onde colocam o foco principal… E não conseguem entender por que, se têm todas as condições necessárias para serem felizes naquilo que acreditam ser o ponto mais importante da vida delas… e uma vontade enorme de dar certo.

Claro que isso pode acontecer por muitos motivos, mas um deles é o medo de dar certo e esse aparente querer pode esconder justamente o não querer de jeito nenhum… se arriscar naquele mesmo terreno de novo… e viver de novo as mesmas dores que trazemos registradas em memórias equivocadas.

Então… passamos um grande período de tempo… ou até a vida toda, nos sabotando. Preferimos viver na superficialidade das coisas, do que correr o risco de tentar de novo mergulhar por inteiro…

Somos muito sutis e sofisticados na arte da auto-sabotagem e… se no fundo queremos nos esconder e não queremos viver coisas que nos remetem a experiências de dor, uma das formas de tentarmos evitar a dor e de nem sequer descobrirmos essa parte nossa, é justamente agindo como se aquilo fosse o que a gente mais quer… seja um relacionamento, um trabalho, uma carreira… ou qualquer outro sonho…

Mas será que é isso mesmo que queremos?
Já vi casos de pessoas que colocam o principal objetivo da vida delas no relacionamento e só atraem situações onde é impossível viver o amor…
E ao escondermos esse medo de dar certo justamente sob a aparência de querer muito dar certo… nos tornamos vítimas indefesas de inúmeras pessoas e situações que sempre impedem que nossas sonhos se realizem…
Parece que sempre a culpa é do outro ou das situações, ou da vida… afinal tentamos de tudo…

Esse medo nos afasta cada vez mais da possibilidade de sermos felizes… até o dia em que decidimos ir além dos medos e das memórias equivocadas para entender que as experiências passadas, nessa e em outras vidas, nunca deveriam nos impedir de experimentar de novo e por inteiro…

Há uns poucos anos tive uma experiência muito forte com esse temor ligado ao medo de usar os Dons da intuição, que conto neste texto. Fiz e ainda faço o Ho’oponopono sempre que o percebo por perto… e os resultados são muito visíveis…

Este medo pode se manifestar em muitas áreas da nossa vida, lá onde temos memórias de dor…
Quando o identificamos e vamos fazer Ho’oponopono para limpar a causa, uma das formas de assumir 100% de responsabilidade é fazer a pergunta:
O que em mim está causando o medo de dar certo em tal situação?
A seguir pedimos à Divindade para limpar a causa desse medo e transmutá-la em pura Luz… E verbalizamos as frases de acordo com nossa intuição… Sinto muito! Me perdoe! Te Amo! Sou Grata!
Ou alguma outra que venha a ser revelada…
Tenho usado muito Eu Sou o Amor, que me veio em uma situação muito aflitiva e que se resolveu de forma maravilhosa.

Siga sempre sua intuição… mas faça alguma coisa sempre que identificar o medo de dar certo; afinal, merecemos dar certo na vida e vivê-la por inteiro, sem precisar ficar na superfície por medo dos mergulhos profundos.
Eles são arriscados, mas… só assim podemos ir além e desfrutar das maravilhas que é estar aqui e agora na Terra.
Se não for agora, até quando vamos esperar para dar certo?

 Texto proveniente do site Somos Todos UM

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Solidão e Solitude (OSHO)

Ouvindo ICY – Geike

Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós.
A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela.

Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude como uma imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, a interpretamos erroneamente como solidão.

A solidão é uma solitude mal interpretada. E uma vez interpretando mal sua solitude como solidão, todo o contexto muda. A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade; a solidão é pobre, negativa, escura, melancólica.

A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal entendido. À medida que você envelhece, a lacuna também fica maior. As pessoas têm tanto medo de ficarem consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros. Foram inventados jogos em que a mesma pessoa joga cartas dos dois lados.

Aqueles que conheceram a solitude dizem algo completamente diferente. Eles dizem que não existe nada mais belo, mais sereno, mais agradável do que estar só.

A pessoa comum insiste em tentar se esquecer de sua solidão, e o meditador começa a ficar mais e mais familiarizado com sua solitude. Ele deixou o mundo, foi para as cavernas, para as montanhas, para a floresta, apenas para ficar só. Ele deseja saber quem ele é. Na multidão é difícil; existem tantas perturbações… E aqueles que conheceram suas solitudes conheceram a maior das bem-aventuranças possíveis aos seres humanos, porque seu verdadeiro ser é bem-aventurado.

Após entrar em sintonia com sua solitude, você pode se relacionar. Então, seu relacionamento trará grandes alegrias a você, porque ele não acontecerá a partir do medo. Ao encontrar sua solitude, você pode criar, pode se envolver em tantas coisas quanto quiser, porque esse envolvimento não será mais fugir de si mesmo. Agora, ele será a sua expressão, será a manifestação de tudo o que é seu potencial.

Porém, o básico é conhecer inteiramente sua solitude.

Assim, lembro a você, não confunda solitude com solidão. A solidão certamente é doentia; a solitude é perfeita saúde. Seu primeiro e mais fundamental passo em direção a encontrar o significado e o sentido da vida é entrar em sua solitude. Ela é seu templo, é onde vive seu Deus, e você não pode encontrar esse templo em nenhum outro lugar.

OSHO

*Texto proveniente do site Fada de Rosas.

A Solidão De Quem Desperta


A solidão que se sente quando os olhos se abrem para o que se esconde por detrás do mundo é uma condição natural da pessoa desperta. Percebe-se que não se pertence mais àquele mundo de outrora que persiste em permanecer adoentado, assim como a pessoa fora também.

O mundo é um grande hospício e você fazia parte dos adoentados. Quando despertou, percebeu que não estava mais doente, todavia ainda preso ao hospício do mundo, cercado por tantas pessoas vivendo uma ilusão coletiva. Nasceu então o sentimento de se estar vivendo num aquário.

A princípio o corpo é tomado de uma empolgação abrasadora e surge a vontade de dizer a todos os loucos do hospício que o mundo não é aquilo, que há mais coisas lá fora, que estão controlando a todos, que os personagens que representam não são verdadeiros, que cada um é mais do que aparenta ser… Mas ninguém lhe dá ouvidos.

Percebendo então que os esforços de acordá-los para a realidade são inúteis, a tristeza o acomete. A solidão então lhe abraça de tal forma que beira ao desespero. Você não pertence mais àquele hospício, porém não pode sair de lá sozinho. Para escapar há apenas duas opções: morto ou através da união de todos os internos. E ao pensar nisso, você se irrita como fazia antes de acordar. Irrita-se, pois não quer mais viver neste lugar de loucos, mas depende destes para sair.

Os loucos passaram a olhá-lo de maneira estranha, pois você se deslocou do mundo deles, parecendo diferente, esquisito, louco (a loucura para o louco é a sanidade alheia). Mas ao verem-no com tanta irritação, logo percebem que você ainda é o mesmo, ainda pertence ao grupo, ainda é refém de si próprio.

E você, em toda a sua angústia, se pergunta:

– Como posso continuar vivendo neste lugar, cercado dessa gente toda que não sabe o que está acontecendo? Como posso suportar?

Você tinha vozes na sua cabeça antigamente. Vozes que o instigavam, o irritavam, o assustavam, o castigavam e o insultavam. Ao despertar, você abriu um novo canal para uma voz que não vem da cabeça, mas do coração. Essa voz é o que você realmente é, e ela sempre lhe diz o que é mais correto a se fazer. Todavia, por ficar ainda querendo respostas prontas, você nunca conseguiu ouvi-la.

Se prestasse atenção ela diria algo mais ou menos assim:

– Não tenha mais medo. Você conhece a verdade, então por que ainda teme? Por que ainda sente raiva e frustração? Por que ainda mantém os velhos vícios mentais? Agora que você sabe uma parte da verdade é tempo de pôr em prática a sua sanidade real, a sua consciência verdadeira.

– Os loucos são seus irmãos, iguais a você, por isso não os despreze, não os julgue, não os odeie. Assim como ocorria com você, eles não sabem o que fazem. Estão adoentados, portanto não aprendem de maneira direta. Eles aprendem através do exemplo, e se vier junto de atitudes amorosas, aprenderão ainda mais rápido. E é isso que você deve fazer: servir de exemplo.

– Não queira abraçar todos ao mesmo tempo, você é somente um. Faça pequenas coisas e não se preocupe com mais nada senão consigo mesmo. Você despertou, mas ainda mantém vários resquícios da doença de outrora, e isso sim precisa ser trabalhado. Concentre-se nisso, pois é o que mais importa. Uma vez melhorando a si mesmo, aos poucos os outros irão espelhar-se, pois a verdade sempre faz sentido, não importa o nível de loucura.

Então, ouvindo essa voz que vem do seu âmago, você compreenderá que não precisa lutar, não precisa forçar, não precisa se desesperar. Você está cercado de adoentados, portanto aprenda a conviver com eles de forma amorosa e desprendida. Não precisa fingir nada, mas também não precisa impor nada.

Apenas seja o melhor que puder ser e compartilhe isso com as outras pessoas.

Marcos Keld
Autor do Livro Potencialidade Pura

 Texto Proveniente do site Portal Arco-Íris

Você acredita que é a sua Mente – Eckhart Tolle

[…] a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente.

O instrumento se apossou de você. Estamos tão identificados com ela que nem percebemos que somos seus escravos. É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver como se fôssemos a entidade dominadora. A liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade dominadora, o pensador. Saber disso nos permite observar a entidade. No momento em que começamos a observar o pensador, ativamos um nível mais alto de consciência.

Começamos a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência. Percebemos também que todas as coisas realmente importantes como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior surgem de um ponto além da mente.
É quando começamos a acordar.

Eckhart Tolle

 Texto proveniente do site Portal Arco-ìris.